O novo salto a ser dado era na direção da impressão simultânea de quatro cores, que aconteceu em 1988 com a chegada de uma Heidelberg Speedmaster 102 VP (4x0 ou 2x2), formato 72x102cm. A linha Heidelberg Speedmaster introduzia os telecomandos de tintagem e registro por CPC, o sistema de molha contínua 'alcolor', a secagem por raios infravermelhos e aumentava a velocidade de impressão para 11 mil folhas/hora. A chegada do equipamento ao parque de impressoras offset da São Miguel foi, sem dúvida, um dos grandes saltos tecnológicos da história da empresa.
No dia 30 de junho de 1989, depois de 37 anos de operações, chegou ao fim a era tipográfica na Editora São Miguel. A saída do chumbo não só mudava o sistema de impressão, como implicava a substituição do sistema de composição.
Já no final dos anos 1970 e início dos anos 1980, a produção das linotypes foi sendo substituída pela composição em máquinas elétricas e eletrônicas (IBM Composer) e pelo sistema de fotocomposição.
À época, a São Miguel não só supria as necessidades internas na área de composição, como oferecia ao mercado a inovação das fotocompositoras Edit-writer 7500 e 7700, que iniciavam a memorização em disquetes e permitiam a impressão em fontes variadas do corpo 6 ao 72 em papel RC com processamento programado. Este sistema foi a ponte entre a era do chumbo e a editoração em computador e ajudou a Editora a acelerar seus saltos tecnológicos.