Promover os valores que dignificam as pessoas e dinamizam a fé cristã é objetivo histórico da Editora São Miguel. Verdade, fé, trabalho, ética, família e sadias relações comunitárias são valores fundamentais a serem comunicados, tanto através de livros, informativos, jornal e folhetos religiosos, quanto através de atividade central de fornecer impressos promocionais e comerciais.
O embrião da empresa remonta ao início do século XX. O fundador da missão capuchinha no Rio Grande do Sul, o francês Frei Bruno de Gillonnay, diante da amplidão geográfica onde estavam os imigrantes italianos a serem pastoralmente atendidos, escreveu, em 1904, ao então bispo e hoje bem aventurado Giovanni Baptista Scalabrini:

"Trabalhamos para estabelecer com simplicidade, no centro da colônia italiana, uma pequena impressora, que levará, periodicamente, no seio das famílias, em sua língua materna, uma página do santo Evangelho explicada e comentada, uma história edificante, alguns conselhos de agricultura, a indicação de algumas brochuras adaptadas às necessidades dos colonos...".

A Editora São Miguel iniciou suas atividades em 7 de maio de 1952, com a inauguração das instalações, no bairro Rio Branco, em Caxias do Sul. Nasceu para dar suporte às operações editoriais e gráficas do Correio Riograndense, que transferiu-se de Garibaldi para Caxias do Sul. O jornal havia sido fundado em 13 de fevereiro de 1909 com o nome de La Libertà, assumindo, sucessivamente, as denominações Il Colono Italiano (1910), La Staffetta Riograndense (1917) e Correio Riograndense (1941).
A remota origem da São Miguel está numa impressora manual "Phenix", que a "typographia" do jornal Staffetta adquiriu em fins de 1922, para pequenos trabalhos, como folhetos, memórias e talonários de notas. À época, o jornal possuía uma impressora "Marinoni", sucedida por uma "Planeta" formato 66x96cm, em 1934, por uma "Rotoplana", em 1946, e por uma rotativa offset de quatro unidades Goss Community, em 1970.
Até o início de 1947, em Garibaldi, a então tipografia possuía, além da impressora do jornal, uma impressora manual Phenix (formato 33x48cm), uma picotadeira, uma grampeadeira e uma guilhotina Krause de 80 cm de entrada. A primeira idéia de estruturar uma gráfica surgiu com a aquisição da impressora Rotoplana, usada, e com a impressora Linotype, vinda dos Estados Unidos. Em 1950, a idéia de evoluir ganha reforço, segundo este testemunho escrito num livro tombo: "... com melhor organização e máquinas mais modernas, o jornal (Correio Riograndense) não exigia tanto trabalho nem tempo. Foi porque se cogitou em desenvolver a parte tipográfica que podia transformar-se numa ótima fonte de renda, mais que o jornal".
A solicitação de transferência das instalações do jornal e de suas oficinas, de Garibaldi para Caxias do Sul, é de 23 de novembro de 1950; a decisão, tomada pelo conselho provincial dos Capuchinhos, é de 12 de dezembro de 1950.